minha casa está morta
porque só eu a habito
que espécie de defunto
veste as próprias calças
sem usar o botão?
que espécie de pessoa
anda e dorme?
chora e sorri?
quando não sobram mais histórias
apenas lampejos de razões
que se transformam em mentiras
que saem por aí escrevendo solidão
quarta-feira, setembro 27, 2006
2 dias
me lembro de um dia em que humildemente
levantei as mãos para o céu e agradeci estar vivo
de me sentir feliz, de uma forma inocente e frugal
lembrei desse dia
lembrei das estrelas deste dia
lembrei das borboletas
só esqueci os motivos...
ou melhor esses se perderam de mim
"- vai se deprimir por que as coisas não dão certo pra você?"
ela diz e me mata...
eu já disse, sou criança
quando eu me tornar adulto eu terei morrido
aí foda-se o mundo mesmo
fodam-se os outros
e o que me importar vai ser só meu umbigo.
faltam dois dias pro meu aniversário
e eu me esqueci do porque de comemorar isso...
levantei as mãos para o céu e agradeci estar vivo
de me sentir feliz, de uma forma inocente e frugal
lembrei desse dia
lembrei das estrelas deste dia
lembrei das borboletas
só esqueci os motivos...
ou melhor esses se perderam de mim
"- vai se deprimir por que as coisas não dão certo pra você?"
ela diz e me mata...
eu já disse, sou criança
quando eu me tornar adulto eu terei morrido
aí foda-se o mundo mesmo
fodam-se os outros
e o que me importar vai ser só meu umbigo.
faltam dois dias pro meu aniversário
e eu me esqueci do porque de comemorar isso...
quinta-feira, setembro 21, 2006
Cris X a mendiga
esconde em suas vergonhas mais um dia de sobrevivência
recebeu nas costelas o castigo por essa interferência
o cotidiano permite que vivas
o cotidiano aliás, não liga
se não incomodar apenas
podes continuar sendo mendiga
ela veio bem rasteira
mancava e dissimulava dores
ela veio bem faceira
exalava tantos mal odores
que a rua faz brotar assim numa pessoa
ela conta com o nojo como forma de defesa
esticou o braço e pediu
negada seguiu adiante
de novo suplicou e mentiu
em outro pouso mirabolante
viu num bolso encantado
o pretendido recheado
esticou mais uma vez a mão
e pegou todos os trocados
ela foi pega no ato
rangiu os dentes
animal entocado
brigou com torres gêmeas sujas
que só perdiam para as suas...
...do suor da luta
da lida dos dias
do pó das ruas
da sujeira da vida
na hora surgiu sua arma
antes, poço de fêmea
no que se transformara
uma caixa cheia
e sem vergonha que era
debaixo do vestido
aproveitou que como Eva
não usava tecido
não foi nem um troco que o valha
mas conseguiu,
venceu hoje
mais uma batalha....
escondeu em suas vergonhas
mais um dia de sobrevivência
recebeu nas costelas
o troco por esta indelicadeza
recebeu nas costelas o castigo por essa interferência
o cotidiano permite que vivas
o cotidiano aliás, não liga
se não incomodar apenas
podes continuar sendo mendiga
ela veio bem rasteira
mancava e dissimulava dores
ela veio bem faceira
exalava tantos mal odores
que a rua faz brotar assim numa pessoa
ela conta com o nojo como forma de defesa
esticou o braço e pediu
negada seguiu adiante
de novo suplicou e mentiu
em outro pouso mirabolante
viu num bolso encantado
o pretendido recheado
esticou mais uma vez a mão
e pegou todos os trocados
ela foi pega no ato
rangiu os dentes
animal entocado
brigou com torres gêmeas sujas
que só perdiam para as suas...
...do suor da luta
da lida dos dias
do pó das ruas
da sujeira da vida
na hora surgiu sua arma
antes, poço de fêmea
no que se transformara
uma caixa cheia
e sem vergonha que era
debaixo do vestido
aproveitou que como Eva
não usava tecido
não foi nem um troco que o valha
mas conseguiu,
venceu hoje
mais uma batalha....
escondeu em suas vergonhas
mais um dia de sobrevivência
recebeu nas costelas
o troco por esta indelicadeza
segunda-feira, setembro 18, 2006
lições pra vida
tudo que aprendi nesta vida
foi roubar
mentir
pra me proteger
fugir e lutar pra esquecer
matar todo dia
viver em hipocrisia
mudar sempre de pensamento: vaselina
ser indiscreto e sorrir
ao fazer as maiores atrocidades
dar tapas em momentos de carinho
e fabricar meiguices pra conseguir perdão
ou um quinhão pretendido
que o destino mais temido
é o do mendigo
que a vida mais sonhada
é a do magnata
que meu suor não leva a nada
se eu não tiver certos conhecidos
e que é preciso confiar em apenas uma pessoa
o josé ninguém
nascido em 31 de fevereiro
de mil novescentos e lá vai fumaça...
aprendi a gastar minha saliva
pra encontrar saídas
que quem pede perdão é fraco
é destratado
que o negócio é viver em paranóia
correr como jovens anômalos
em busca de qualquer conforto
de um lado para outro
que a pessoa com quem você transa
na verdade quer te foder
e que é melhor chorar a mãe dos outros
antes que seja a sua
aprendi a odiar
a cutucar as feridas alheias
a odiar
a odiar
em várias lições
essa foi a mais difícil de assimilar
hoje, sou doutor honoris causa
nesta derrota
de alienação e sofrimentos
de jogar botão em meu apartamento
e parar tudo
simplesmente não progredir
por que a vida
é isso aí
só isso aí
foi roubar
mentir
pra me proteger
fugir e lutar pra esquecer
matar todo dia
viver em hipocrisia
mudar sempre de pensamento: vaselina
ser indiscreto e sorrir
ao fazer as maiores atrocidades
dar tapas em momentos de carinho
e fabricar meiguices pra conseguir perdão
ou um quinhão pretendido
que o destino mais temido
é o do mendigo
que a vida mais sonhada
é a do magnata
que meu suor não leva a nada
se eu não tiver certos conhecidos
e que é preciso confiar em apenas uma pessoa
o josé ninguém
nascido em 31 de fevereiro
de mil novescentos e lá vai fumaça...
aprendi a gastar minha saliva
pra encontrar saídas
que quem pede perdão é fraco
é destratado
que o negócio é viver em paranóia
correr como jovens anômalos
em busca de qualquer conforto
de um lado para outro
que a pessoa com quem você transa
na verdade quer te foder
e que é melhor chorar a mãe dos outros
antes que seja a sua
aprendi a odiar
a cutucar as feridas alheias
a odiar
a odiar
em várias lições
essa foi a mais difícil de assimilar
hoje, sou doutor honoris causa
nesta derrota
de alienação e sofrimentos
de jogar botão em meu apartamento
e parar tudo
simplesmente não progredir
por que a vida
é isso aí
só isso aí
anjo caído em desgraça
existe algum lugar que eu possa me esconder
de verdade? da verdade?
do que me preocupa e me assola
me rasga e me tritura?
esse eterno poço de mágoas e dúvidas
de sonhos mal dormidos
e noites solitárias
cuspo a mesma ladainha
veja, o meu suor é o mesmo
eu uso o mesmo desodorante há anos
o meu cheiro é o mesmo
e eu não me suporto mais
existe algum lugar que cesse essa dor
de viver, de vir ver as cores brutas
dessa realidade
ou então estamos com manchas nas pálpebras
porque só consigo assistir podridão
os passeios mais bonitos que dão
são quando inspirados em causa própria
ela por ter perdido a perna
anda de joelhos e sorri
o câncer nunca mais voltou.
amputaram as asas de um anjo
e ele não soube mais andar
caiu em desgraça divina
caiu das graças de Deus
e sucumbiu
bastou 26 anos nesta terra
mal assombrada
e tudo ruiu
finalmente em sua última caminhada
ele sorriu, pois finalmete
ele partiu
o que mais desejara
de verdade? da verdade?
do que me preocupa e me assola
me rasga e me tritura?
esse eterno poço de mágoas e dúvidas
de sonhos mal dormidos
e noites solitárias
cuspo a mesma ladainha
veja, o meu suor é o mesmo
eu uso o mesmo desodorante há anos
o meu cheiro é o mesmo
e eu não me suporto mais
existe algum lugar que cesse essa dor
de viver, de vir ver as cores brutas
dessa realidade
ou então estamos com manchas nas pálpebras
porque só consigo assistir podridão
os passeios mais bonitos que dão
são quando inspirados em causa própria
ela por ter perdido a perna
anda de joelhos e sorri
o câncer nunca mais voltou.
amputaram as asas de um anjo
e ele não soube mais andar
caiu em desgraça divina
caiu das graças de Deus
e sucumbiu
bastou 26 anos nesta terra
mal assombrada
e tudo ruiu
finalmente em sua última caminhada
ele sorriu, pois finalmete
ele partiu
o que mais desejara
sexta-feira, setembro 15, 2006
dããããããããããããããã
ando me especializando na arte de mascarar
e sepultar minhas dores
como posso dizer isso?
as pessoas não tão preparadas ainda pro meu mundo
seria chocante demais saber
que não teve um só dia depois do acontecido,
mais ou menos em Julho, que não pensasse em suicídio
tudo bem, de formas mais leves muitas vezes
mas um dia que passasse batido seria esperar muito?
juro, não era o que eu queria
viver em melancolia
só queria viver e viver
estar bem com o mundo. Deus, minha família, amigos
mas não me esqueço
não entendo, brigar comigo
eu que sou tão delicado
todos acham mesmo que sou gay
por não admitir viver em certos cenários
rinas de disputas? passo de lado
aproveito qualquer carinho que tenhas pra me dar
sou pedinte e mendigo nisso
minha baixa auto-estima me permite ver
que seres humanos horríveis são vocês
se coçando com a infecção alheia
e rindo de destinos podres
vivem num lamaçal e arrotam grama
eu, só quero fechar os olhos
será tão difícil assim entender isso?
e agora o que me resta?
dar uma de mago
esconder todo esse lixo
limpar esse gosto amargo
pendurar as derrotas escondidas no armário
e ir dormir, apenas dormir como todos fazem
e sorrir, como todos fazem
e fingir, como... ah vocês sabem!!!!!
e gritar dããããããããããã como um retardado
e sepultar minhas dores
como posso dizer isso?
as pessoas não tão preparadas ainda pro meu mundo
seria chocante demais saber
que não teve um só dia depois do acontecido,
mais ou menos em Julho, que não pensasse em suicídio
tudo bem, de formas mais leves muitas vezes
mas um dia que passasse batido seria esperar muito?
juro, não era o que eu queria
viver em melancolia
só queria viver e viver
estar bem com o mundo. Deus, minha família, amigos
mas não me esqueço
não entendo, brigar comigo
eu que sou tão delicado
todos acham mesmo que sou gay
por não admitir viver em certos cenários
rinas de disputas? passo de lado
aproveito qualquer carinho que tenhas pra me dar
sou pedinte e mendigo nisso
minha baixa auto-estima me permite ver
que seres humanos horríveis são vocês
se coçando com a infecção alheia
e rindo de destinos podres
vivem num lamaçal e arrotam grama
eu, só quero fechar os olhos
será tão difícil assim entender isso?
e agora o que me resta?
dar uma de mago
esconder todo esse lixo
limpar esse gosto amargo
pendurar as derrotas escondidas no armário
e ir dormir, apenas dormir como todos fazem
e sorrir, como todos fazem
e fingir, como... ah vocês sabem!!!!!
e gritar dããããããããããã como um retardado
uma boa lorota
atenção gente para o pronunciamento
que todos aguardavam
o indivíduo que vos escreve
se encontra saído da UTI
se diz curado
finalmente, uhhhhaaaaaa
vamos dar voltas em torno de nós mesmos
e mortais de alegria
ele vai pra casa com um sorriso no rosto
mas vejam bem
o que é aquela apatia?
ah vai ver é só relaxamento
e não uma doença gravíssima
atenção gente que ele vai falar:
- eu lhes agradeço a companhia
agora voltem para as suas casas
o show acabou, eu estou curado!
e ele se vira e muda o rosto
o que era alegria
vira um sonâmbulo
o que eram planos
são jogados no esgoto
o que foi sorriso
não resta nem um pingo
não ficou nem um traço
daquela boa vida
sonhada e dita
o que foi que eu disse:
era tudo uma mentira
que todos aguardavam
o indivíduo que vos escreve
se encontra saído da UTI
se diz curado
finalmente, uhhhhaaaaaa
vamos dar voltas em torno de nós mesmos
e mortais de alegria
ele vai pra casa com um sorriso no rosto
mas vejam bem
o que é aquela apatia?
ah vai ver é só relaxamento
e não uma doença gravíssima
atenção gente que ele vai falar:
- eu lhes agradeço a companhia
agora voltem para as suas casas
o show acabou, eu estou curado!
e ele se vira e muda o rosto
o que era alegria
vira um sonâmbulo
o que eram planos
são jogados no esgoto
o que foi sorriso
não resta nem um pingo
não ficou nem um traço
daquela boa vida
sonhada e dita
o que foi que eu disse:
era tudo uma mentira
o comum
de piruetas ele segue em traços de desespero
pega-se contornando vidas alheias apenas por um cheiro
passa mal de vitrines bem boladas
pois se lembra
e recordar o que sempre lhe fora mais caro
hoje em dia é o que mais lhe dói
teria chance se fosse mais pneumático?
pelo sim ou pelo não hoje gurgita filosofias
mascaradas em comida
e dança conforme a música
entra na mesma roda de quem apontava e ria
séculos atrás
sente mesmo um enjôo do mundo
de negar o que comer aos outros
de seguir seu caminho olhando pra baixo
seu próprio umbigo
cego e surdo aos apelos:
- ei moço, moço, môoçooooo...
nossa, já se considerou humano
hoje, é só uma fagulha
uma dúvida em frente ao espelho
pega-se contornando vidas alheias apenas por um cheiro
passa mal de vitrines bem boladas
pois se lembra
e recordar o que sempre lhe fora mais caro
hoje em dia é o que mais lhe dói
teria chance se fosse mais pneumático?
pelo sim ou pelo não hoje gurgita filosofias
mascaradas em comida
e dança conforme a música
entra na mesma roda de quem apontava e ria
séculos atrás
sente mesmo um enjôo do mundo
de negar o que comer aos outros
de seguir seu caminho olhando pra baixo
seu próprio umbigo
cego e surdo aos apelos:
- ei moço, moço, môoçooooo...
nossa, já se considerou humano
hoje, é só uma fagulha
uma dúvida em frente ao espelho
segunda-feira, setembro 11, 2006
diga ao povo que ficas...
é um fim eu sei
pode ser recomeço
mas antes de tudo é um fim
o princípio dessa história
não queres mesmo pegar na nossa mão e ir?
queres desistir agora?
serás nosso Pete Best?
ele tentou se matar depois
ele foi expulso
nós fazemos quase tudo pra ficares
você faz de tudo pra ir
eu choro
não era pra ser assim
somos todos amigos
estávamos todos sentados juntos
ne mesmo banco, no mesmo corredor
na mesma data, na mesma universidade
na mesma... se não mudares
e se não somos fortes pra te mudar
que o destino o seja
não abandones o barco de novo
essa história já vimos antes
não tem que ser assim
o mundo não são aulas e professores
assim como não são palcos e bares
são amigos...
somos amigos
de composição, de sonhos
de risadas
e o que mais digo pra te apertares o estômago?
pra dizeres monarquicamente: diga ao povo que fico
nada disso é fácil
cortar a carne podre pra não criar metástase
nunca é fácil
eu nem sei se quero não sendo assim
nem sei se vale a pena ser menos humano
vale tudo por um sonho?
ou talvez isso seja só uma desculpa
sua e minha
talves ambos tenhamos o cagaço de descer ladeira abaixo
e viver nossos sonhos
medo primordial deles não serem isso tudo
é, eu sei como é isso
tudo fora da minha cama me dá medo também
pode ser recomeço
mas antes de tudo é um fim
o princípio dessa história
não queres mesmo pegar na nossa mão e ir?
queres desistir agora?
serás nosso Pete Best?
ele tentou se matar depois
ele foi expulso
nós fazemos quase tudo pra ficares
você faz de tudo pra ir
eu choro
não era pra ser assim
somos todos amigos
estávamos todos sentados juntos
ne mesmo banco, no mesmo corredor
na mesma data, na mesma universidade
na mesma... se não mudares
e se não somos fortes pra te mudar
que o destino o seja
não abandones o barco de novo
essa história já vimos antes
não tem que ser assim
o mundo não são aulas e professores
assim como não são palcos e bares
são amigos...
somos amigos
de composição, de sonhos
de risadas
e o que mais digo pra te apertares o estômago?
pra dizeres monarquicamente: diga ao povo que fico
nada disso é fácil
cortar a carne podre pra não criar metástase
nunca é fácil
eu nem sei se quero não sendo assim
nem sei se vale a pena ser menos humano
vale tudo por um sonho?
ou talvez isso seja só uma desculpa
sua e minha
talves ambos tenhamos o cagaço de descer ladeira abaixo
e viver nossos sonhos
medo primordial deles não serem isso tudo
é, eu sei como é isso
tudo fora da minha cama me dá medo também
sexta-feira, setembro 08, 2006
nunca Papillon
caralho. que preciso dizer mais uma vez: solidão! não conseguir dormir de noite já é comum, agora espasmos de cochilos de vinte minutos e já acordo restabelecido? não, nunca, meu corpo paga por essa miséria das areias do sandman, o deus dos sonhos.eu reclamo, me dá mais, eu quero, eu quero. e como ver todo o resto se de cara já começa errado o meu dia? queria acordar e andar de trave a trave, de um lado ao outro do campo com a certeza de marcar o gol. de acordar daqui a algumas horas e levantar rumo ao seu encontro e ter um pouco de carinho, da nossa troca fundamental como seres vivos. mas não, e é aqui que tudo se quebra. é aqui o segredo do meu não dormir, não viver até... não engano meu corpo, não consigo mentir em minha mente, não esqueço que isso não vai acontecer. eu não vou ver mais você, eu não vou te beijar ou sentir um toque dos seus pés ou da sua mão. se ontem já era silêncio e decepção; hoje é menos ainda, não é nem a presença física.
que belo prólogo para um aniversário, o meu está chegando. e hoje faz exatamente cinco meses, não que eu esteja contando, que isso tudo começou...
que belos termos e dados. meu ibope acusa meu estado. 90% descrente. e a previsão do tempo não muda: gotas e mais gotas de chuva bombardeando a avenida, puxando carros e cegos perdidos ao mar. sabe, nós todos temos contas pra pagar. com a vida e tudo mais... todos temos de nos limpar de alguma forma
espero a minha redenção que sei não vem de você, por que você partiu há muito tempo atrás e não viu nem meus braços levantados te dando ciao. ou depois meu caminho de volta abalado e triste pra casa. a casa é minha, eu é que não moro mais nela, eu é que não sou mais o mesmo. eu é que não suporto mais me ver no espelho.
sabe, quando as larvas entram no casulo elas não sabem que virarão borboletas, elas se despedem de tudo que lhe é mais sagrado esperando um fim, o seu próprio!
e eu sei, eu não serei nunca como o Papillon! terminam aqui, nas mágoas, as minhas forças.
que belo prólogo para um aniversário, o meu está chegando. e hoje faz exatamente cinco meses, não que eu esteja contando, que isso tudo começou...
que belos termos e dados. meu ibope acusa meu estado. 90% descrente. e a previsão do tempo não muda: gotas e mais gotas de chuva bombardeando a avenida, puxando carros e cegos perdidos ao mar. sabe, nós todos temos contas pra pagar. com a vida e tudo mais... todos temos de nos limpar de alguma forma
espero a minha redenção que sei não vem de você, por que você partiu há muito tempo atrás e não viu nem meus braços levantados te dando ciao. ou depois meu caminho de volta abalado e triste pra casa. a casa é minha, eu é que não moro mais nela, eu é que não sou mais o mesmo. eu é que não suporto mais me ver no espelho.
sabe, quando as larvas entram no casulo elas não sabem que virarão borboletas, elas se despedem de tudo que lhe é mais sagrado esperando um fim, o seu próprio!
e eu sei, eu não serei nunca como o Papillon! terminam aqui, nas mágoas, as minhas forças.
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