acordava e pensava, puta que paril ainda vivo
hoje abre os olhos e percebe em quanto é si mesmo
e quanto é seu
quanto de seu gosto, sua respiração, esse trovão
o que disso tudo faz dele e quanto ele se rende a isso
quanto desse sorriso vai para você
e quanto é desespero
quanto é solidão
e correria
queria amar os outros sem lhes causar mal
parecia impossível
hoje até se esquece disso,
uma risada no fundo o faz esquecer
esse riso de castor
mais olhos de oriente
e a pegunta: se não for assim como será?
aquele ranço sozinho no canto que era antes?
aquele abraço em si mesmo por saudade de contato?
chorar? não de tanto rir, ou do bom cansaço
mas de pena de si mesmo
atear fogo na floresta pra conter incêndio
então é isso, aceita, se cala
se rende ao Deus Supremo
o amor acima de tudo pela e para a vida
sexta-feira, novembro 17, 2006
segunda-feira, novembro 13, 2006
segunda infância
e este gosto de groselha?
essa calçada já pintada de carvão
até bambolê se usa
como recordação
passo meus dias pesando seu pirulito
minhas travessuras
e sua idade
nosso futuro
meu deus eu disse isto mesmo?
e meu medo de contato e de contágio
e como eu diria:
tá bom, vamos às posses
e como você diria: vamos às ilusões
essa calçada já pintada de carvão
até bambolê se usa
como recordação
passo meus dias pesando seu pirulito
minhas travessuras
e sua idade
nosso futuro
meu deus eu disse isto mesmo?
e meu medo de contato e de contágio
e como eu diria:
tá bom, vamos às posses
e como você diria: vamos às ilusões
sexta-feira, novembro 03, 2006
vou passar
tudo vai passar
até você com seu sorriso
eu sei
até você com seus pulos
até meus sofrimentos
que atribuo a ti
e os filhos dos meus sobrinhos
(por que não haverá filhos)
nem saberão quem eu fui
na verdade, não importa mesmo
isso vai passar
eu vou também
até você com seu sorriso
eu sei
até você com seus pulos
até meus sofrimentos
que atribuo a ti
e os filhos dos meus sobrinhos
(por que não haverá filhos)
nem saberão quem eu fui
na verdade, não importa mesmo
isso vai passar
eu vou também
só
carrego comigo só o meu sorriso
só as minhas lágrimas
só meu destino
só
me acolheram e eu sempre fui um menino mal educado
me deram carinho eu dei desassossego
é assim que retribuem os bichos do mato
eles mijam no seu sofá
e estragam toda a sua roupa
eu magôo as pessoas que mais amo
esse é meu poder
mutante, eu sei
só não sei deixar disso
só não sei deixar por isso mesmo
só não sei
só não, por favor meu deus
só, como sempre
só as minhas lágrimas
só meu destino
só
me acolheram e eu sempre fui um menino mal educado
me deram carinho eu dei desassossego
é assim que retribuem os bichos do mato
eles mijam no seu sofá
e estragam toda a sua roupa
eu magôo as pessoas que mais amo
esse é meu poder
mutante, eu sei
só não sei deixar disso
só não sei deixar por isso mesmo
só não sei
só não, por favor meu deus
só, como sempre
a volta
e o grito que vai sair não era o que queria
eu não esperava o que me aconteceria
houve momentos de vida
por esses dias
houve momentos de morte
houve despedidas
definitivos adeus
longas caminhadas
e tarefas perdidas
houve caras amarradas
tristezas e melancolias habituais
houve um pouco de verão semana passada
houve de chover às madrugadas
houve lágrimas nunca esquecidas
e sorrisos de menina
houve a lua de dia
o que mais gosto de ver
enfim, houve de tudo
tudo passageiro
tudo que morreu comigo mesmo
quando me despedi de mim mesmo
e apontei:
eis um cadáver
sua alma enfim livre pra sair por aí
olharei sempre os meus
e pensarei sempre bem de todos
Adeus
eu não esperava o que me aconteceria
houve momentos de vida
por esses dias
houve momentos de morte
houve despedidas
definitivos adeus
longas caminhadas
e tarefas perdidas
houve caras amarradas
tristezas e melancolias habituais
houve um pouco de verão semana passada
houve de chover às madrugadas
houve lágrimas nunca esquecidas
e sorrisos de menina
houve a lua de dia
o que mais gosto de ver
enfim, houve de tudo
tudo passageiro
tudo que morreu comigo mesmo
quando me despedi de mim mesmo
e apontei:
eis um cadáver
sua alma enfim livre pra sair por aí
olharei sempre os meus
e pensarei sempre bem de todos
Adeus
domingo, outubro 15, 2006
acrilic on canvas - legião urbana
É saudade,então/E mais uma vez
De você fiz o desenho mais perfeito que se fez
Os traços copiei do que não aconteceu
As cores que escolhi entre as tintas que inventei
Misturei com a promessa que nós dois nunca fizemos
De um dia sermos três/Trabalhei você em luz e sombra
E era sempre:"Não foi por mal"
Eu juro que nunca quis deixar você tão triste
Sempre as mesmas desculpas
E desculpas nem sempre são sinceras
Quase nunca são
Preparei a minha tela
Com pedaços de lençóis que não chegamos a sujar
A armação fiz com madeira/Da janela do seu quarto
Do portão da sua casa/Fiz paleta e cavalete
E com as lágrimas que não ficaram com você
Destilei óleo de linhaça/E da sua cama arranquei pedaços
Que talhei em estiletes de tamanhos diferentes
E fiz,então,pincéis com seus cabelos
Fiz carvão do baton que roubei de você
E com ele marquei dois pontos de fuga
E rabisquei meu horizonte
E era sempre:"Não foi por mal"
Eu juro que não foi por mal
Eu não queria machucar você
Prometo que isso nunca vai acontecer mais uma vez
E era sempre,sempre o mesmo novamente
A mesma traição
Às vezes é difícil esquecer:
"Sinto muito,ela não mora mais aqui"
Mas então,por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
É só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De "amor-perfeito"
E "não-te-esqueças-de-mim"
esse com certeza diz melhor do que ninguém, Renato, mais uma vez trilha sonora da m minha vida
De você fiz o desenho mais perfeito que se fez
Os traços copiei do que não aconteceu
As cores que escolhi entre as tintas que inventei
Misturei com a promessa que nós dois nunca fizemos
De um dia sermos três/Trabalhei você em luz e sombra
E era sempre:"Não foi por mal"
Eu juro que nunca quis deixar você tão triste
Sempre as mesmas desculpas
E desculpas nem sempre são sinceras
Quase nunca são
Preparei a minha tela
Com pedaços de lençóis que não chegamos a sujar
A armação fiz com madeira/Da janela do seu quarto
Do portão da sua casa/Fiz paleta e cavalete
E com as lágrimas que não ficaram com você
Destilei óleo de linhaça/E da sua cama arranquei pedaços
Que talhei em estiletes de tamanhos diferentes
E fiz,então,pincéis com seus cabelos
Fiz carvão do baton que roubei de você
E com ele marquei dois pontos de fuga
E rabisquei meu horizonte
E era sempre:"Não foi por mal"
Eu juro que não foi por mal
Eu não queria machucar você
Prometo que isso nunca vai acontecer mais uma vez
E era sempre,sempre o mesmo novamente
A mesma traição
Às vezes é difícil esquecer:
"Sinto muito,ela não mora mais aqui"
Mas então,por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
É só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De "amor-perfeito"
E "não-te-esqueças-de-mim"
esse com certeza diz melhor do que ninguém, Renato, mais uma vez trilha sonora da m minha vida
quinta-feira, outubro 12, 2006
só isso...
o mundo do alto parece mais perto
as vidas parecem mais simples
se não tocarmos
se não tivermos possibilidade de destruir a nós mesmos
as vidas parecem mais simples
se não tocarmos
se não tivermos possibilidade de destruir a nós mesmos
alguém entende ou eu sou louco?
sabe aquele ódio intrínscico que se tem por certas coisas?
pois bem, o meu é pela humanidade em geral
pelo senso-comum que me criou
e me fez mal
que me vilipendiou qualquer noção
que poderia ter por mim mesmo
chamada de Educação essa deusa me raptou e violentou
essa liberal democracia que me vitimizou
esse sistema que me estuprou
tudo com o conscentimento dos que em tese deveriam me amar
acima de todas as coisas
antes pudessse eu criar minha própria língua
dizer pelos meus próprios gestos
e ser medido de fato pelo meus verdadeiros atos
dizer que não confio em ninguém é exagero
mas que também sei
de todas as almas que se calejam nesta esfera
é a minha que tenho que vigiar
se não vai se arrebentar e arrebentar
se não eu vou me suicidar pela enésima vez
eu preciso me guardar e esquecer tudo que me aconteceu
todo esse visco borbulhante que os tolos (in)felizes
chamam de vida
pois bem, o meu é pela humanidade em geral
pelo senso-comum que me criou
e me fez mal
que me vilipendiou qualquer noção
que poderia ter por mim mesmo
chamada de Educação essa deusa me raptou e violentou
essa liberal democracia que me vitimizou
esse sistema que me estuprou
tudo com o conscentimento dos que em tese deveriam me amar
acima de todas as coisas
antes pudessse eu criar minha própria língua
dizer pelos meus próprios gestos
e ser medido de fato pelo meus verdadeiros atos
dizer que não confio em ninguém é exagero
mas que também sei
de todas as almas que se calejam nesta esfera
é a minha que tenho que vigiar
se não vai se arrebentar e arrebentar
se não eu vou me suicidar pela enésima vez
eu preciso me guardar e esquecer tudo que me aconteceu
todo esse visco borbulhante que os tolos (in)felizes
chamam de vida
estrelas e areia (apocalipse)
e quando fico triste o que me sobra?
sinto cair como escamas
meu caráter, minhas aventuras,meus sorrisos
e até um pouco da minha beleza
a compaixão desce pelo esgoto
e a descarga dispara
sinto que a torneira não fecha
e o mundo está por um triz
sou só eu ou o apocalipse está chamando mesmo?
só eu ouço?
a coréia desenvolvendo bombas
israel invadindo outros países árabes
alckmin indo ao segundo turno
uma mancha nas minhas costas
um caroço que nem quero descobrir a funçao
por que já sei, é o gatilho da natureza
fêz muita merda? ele é acionado
seremos todos silenciados
num murmúrio vespertino
numa luz incandescente
e tristemente neste momento de perdas
de sentidos de vidas
de chacinas humanas
da tolice maior que é viver por nada
vagar sem motivo
vou lamentar mais uma vez
tomar um ultimo gole de vida e chorar solidão
5 segundos antes de ser implodido
para as estrelas
minhas fiéis e únicas companheiras
por que fostes como areia
e escapou de minha mão
sinto cair como escamas
meu caráter, minhas aventuras,meus sorrisos
e até um pouco da minha beleza
a compaixão desce pelo esgoto
e a descarga dispara
sinto que a torneira não fecha
e o mundo está por um triz
sou só eu ou o apocalipse está chamando mesmo?
só eu ouço?
a coréia desenvolvendo bombas
israel invadindo outros países árabes
alckmin indo ao segundo turno
uma mancha nas minhas costas
um caroço que nem quero descobrir a funçao
por que já sei, é o gatilho da natureza
fêz muita merda? ele é acionado
seremos todos silenciados
num murmúrio vespertino
numa luz incandescente
e tristemente neste momento de perdas
de sentidos de vidas
de chacinas humanas
da tolice maior que é viver por nada
vagar sem motivo
vou lamentar mais uma vez
tomar um ultimo gole de vida e chorar solidão
5 segundos antes de ser implodido
para as estrelas
minhas fiéis e únicas companheiras
por que fostes como areia
e escapou de minha mão
quarta-feira, outubro 04, 2006
banzo celeste
vai minha mensageira e transmite esse recado aos povos
o que mata é a saudade
nós anjos caídos do paraíso
temos essa doença
esse banzo celeste
por que já estivemos em sua presença
já rimos juntos
já até nos amamos
hoje em dia o anjo caído em desgraça
olha em sua direção e não pode mais ver
o lugar onde deveria estar sumiu
não há você nele e o anjo cortou as asas
como se ao brigar consigo mesmo
ia reverter no mundo a dor de volta
a reação foi se sentir mais sozinho
mais atropelado pelos carros
pedindo cada vez mais e mais lítio
direto nas veias...
"ouvindo STAY do U2"
Three o'clock in the morning/Três horas da manhã
It's quiet and there's no one around/Está silêncio e não há ninguém por perto
Just the bang and the clatter/Apenas o estrondo e a explosão
As an angel runs to ground/Como se um anjo viesse em direção ao chão
Just the bang and the clatter/Apenas o estrondo e a explosão
As an angel hits to ground/Como se um anjo batesse no chão
o que mata é a saudade
nós anjos caídos do paraíso
temos essa doença
esse banzo celeste
por que já estivemos em sua presença
já rimos juntos
já até nos amamos
hoje em dia o anjo caído em desgraça
olha em sua direção e não pode mais ver
o lugar onde deveria estar sumiu
não há você nele e o anjo cortou as asas
como se ao brigar consigo mesmo
ia reverter no mundo a dor de volta
a reação foi se sentir mais sozinho
mais atropelado pelos carros
pedindo cada vez mais e mais lítio
direto nas veias...
"ouvindo STAY do U2"
Three o'clock in the morning/Três horas da manhã
It's quiet and there's no one around/Está silêncio e não há ninguém por perto
Just the bang and the clatter/Apenas o estrondo e a explosão
As an angel runs to ground/Como se um anjo viesse em direção ao chão
Just the bang and the clatter/Apenas o estrondo e a explosão
As an angel hits to ground/Como se um anjo batesse no chão
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