sexta-feira, janeiro 14, 2011

Obrigado amigos espirituais

Caramba, como é a vida....

Estava eu aqui nas questões da banda, buscando por todos esses dias iluminação divina e externa para nossos passos...

algum sinal que viesse retificar, ou ratificar o que andamos fazendo...

eis que eu estou lendo uma semi-biografia do Renato Russo (escrita pelo Arthur Dapieve) em busca de forças para meu caminho...

eis que eu paro que estou lendo pego a viola e começo a trabalhar numa idéia de arranjo de uma música nossa...

começo a fazer um Canone (Chama-se Cânone a forma polifômica, em que as vozes imitam a linha melódica cantada por uma primeira voz, entrando cada voz, uma após a outra, uma retomando o que a outra acabou de dizer, enquanto a primeira continua o seu caminho: é uma espécie de corrida onde a segunda jamais alcança a primeira.)

aí, eu vou a internet pesquisar mais sobre Cânones e ouço na página do Wikipédia, o único disponível por lá,  do Pachelbell... pensando que aquilo já ouvira antes...

termino meus afazeres, faço o arranjo e volto ao livro sobre o Renato Russo...

duas páginas depois de onde eu tinha parado abruptamente, tem essa frase sobre o disco V (meu favorito da Legião):

"A introdução de Teatro  dos  vampiros  citava  o  famoso  Canon,  do  alemão
Johann Pachelbel, do  século XVII...."


Fiquei de queixo caído...

Me senti abençoado, visitado e cheio de bons fluidos...

Obrigado amigos espirituais, muito obrigado

quinta-feira, janeiro 13, 2011

O Anjo torto das sombras ou o Dissonante

quando eu era criança, em frente ao ventilador
como todas as outas crianças
eu fiz minha voz sair contra o vento maquinado

e adorei o resultado
pensei e anotei na minha caixola
quem sabe fazer um efeito de guitarra
que simulasse esse mesmo som nas vitrolas

quando eu cresci descobri que ele existia... o Trêmolo

isso é só pra explicar como eu sou inventivo
e como desejo fazer as coisas do meu jeito
mesmo que eu escolha  as mesmas escolhas dos outros
eu preciso achar que eu fiz aquilo só eu mesmo
e muitas vezes depois que vejo que aquilo já existia

agora mesmo, ando revendo todo o conceito da banda
ou adaptar ou cagar pros outros
e adaptando-se as coisas, podemos 3 vias diferentes:
a fácil, a mais fácil e a impossível
todas essas me geram dor
a fácil,  dor aos ouvidos, pela mudança acontecer sem nenhuma riqueza
a mais fácil, pela minha maldita consciência e empatia
e a impossível por se um trabalho hercúleo
esse último que estou me dedicando nestes ultimos dias
apenas para verificar
nem ainda é à vera,
e isso já acabou com miha mão e espírito
me sentindo um pouco menos
do que já sentia
espero emergir algo bom disso
o que me consola, é o Drummond

tudo que faço é de trás pra frente
pelo avesso e transfigurado
algmas pessoas chamam de errado
eu sempre me atrai pelo excêntrico e novo...
e isso na música tem nome e sobrenome
dissonante!!!!!!



por isso amo esse verso do drummond, e por isso amo drummond





"Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida."

em busca da harmonia perfeita (parodiando o D2 rs)

A palavra desses dias é harmonia.
tentar aparar arestras
criar chão para loucuras
tornar possível nosso sonho
sermos diferentes e bonitos

mas primeiro o nosso crivo
há de se ter muito ouvido
a mão quente e inchada
a cabeça pesada de tantos pnsamentos
vamos ver no que vai dar tudo isso...
ainda mais quando os primeiros passos
indicam apenas dissonâncias....

harmonizar...
pôr-se em harmonia
de acordo
em paz





só está aqui pq além de ser beatles, o que sempre é bom, tem a parte final quando o Ringo reclama de dor nos seus dedos... eu te entendo Ringo....

I've got blisters on my fingers!" ou "Eu estou com bolhas no dedos!"

terça-feira, janeiro 11, 2011

com medo...

me sinto um cigano
bob dylan sem rumo
sem casa
 tem sido dias de muita inquietação
de muitos pensamentos
a mente está querendo solução
e o mundo apresenta mais argumentos
eu queria vislumbrar o final disso tudo
pra saber onde errarei
e onde acertarei
agora estou em dúvida
eu, quando fico assim é perigoso
perco meus sentidos
me imagino flutuando
à beira de abismos
em constantes movimentos
é assim que me sinto
só queria saber qual caminho

eu tenho medo de errar o que me é mais caro
de não saber me portar e não chegar aonde eu quero

domingo, janeiro 02, 2011

a sexta, ou a quarta (deste blog): Mariana

a primeira me veio como amiga
tinha o nome com M,
se tornou fugidia
me fez sofrer de volta
o que eu feito lhe tinha
mas já está tudo bem
entre nós dois hoje em dia

a segunda, foi a primeira namorada
primeiras experiências e excursões
nome com E. e várias gargalhadas
hoje são anos que passaram tempestades e trovões
e ficou o carinho em tonelada

a terceira, está de bico comigo
começa com J., merece ser feliz
eu queria ser seu amigo
e ela não quis
ela foi a primeira escrita
a primeira deste blog aqui

a quarta, veio e se foi
mais raio que qualquer uma
começava com C. e pôs
uma ferida bem profunda
que cresceu mas depois
sarou com a sua eterna e surpreedente fuga

a quinta, me acompanha até hoje
na banda e nossas batalhas
começa com L. seu nome
vocalista do NaLaPa
desejo todo tipo de sorte
a essa moça-graça
que os anjos lhe acompanhem
nas suas tortas estradas

e enfim, chegamos na sexta
a sem alcunha aqui neste blog
mas à ela, tanta referência
só faltou de fato, seu nome

Mariana que conheci andando no corredor
passando pelas salas da UERJ
linda, maravilhosa, morena, que furor
sinto prazer quando me recebes
braços abertos, ó linda flor
que prazer de nossas peles
juntas com tanto ardor
10 anos de espera, que em breve
se tornará um ano de muito, e muito, e muito mais amor



eu tenho que você
é um sonho        
e agradeço       
este carinho!   

sexta-feira, dezembro 31, 2010

avaliação: rebaixamento

esse foi um dos piores anos da minha vida
30 anos escroto de merda vai te à porra
pé de pato mangalô 3 vezezs
oxalá
a benção Deus
que o ano que vem seja formidável

quinta-feira, dezembro 23, 2010

o louco e os sãos (que queriam ser santos)

eu sou esponja seca
não adianta me apertar
essa torturante enxaqueca
nem na luz vai ressaltar
tenho comigo minhas verdades
não quero parecer sem juízo
mas vocês sabem faz parte
um pouco e tanto de riso
e disso eu só consigo
através do escárnio
o problema sou eu, te digo
deveria estar num leprosário
ou convento de Deus
mas Ele ou Ela é sábio
deixa os loucos no meio do povo seu
alguém precisa apontar novo itinerário
isso também é cruel
me sinto nú em praça pública
todos meus defeitos abaixo desse céu
na balança, sem uma única
voz a me dizer
filho você tem de saber
onde você pisa
e onde o mundo pisa em você

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Obrigado Dylan


a vida tem feito isso comigo
o mundo tem tentado me calar
e prender minha música de qualquer forma
e minhas mãos algemadas
e cansadas dessas tentativas
quase param de tocar
mas quando encosto na viola, lembro de dylan:
"but the looser now
will be later the wins
cause the times
they are changing"

tolerância zero

eu desisto mundo, você ganhou
como sempre, a vida urge
como sempre, o leão ruge
chega de brincar de bonzinho também
às feras meu chicote
e eu desenvolvi com elas
essas patadas
vou distribuir a quem quiser
não quer se emputecer de mim?
saia do meu caminho
sem mentiras
bruninho 100%
jogando de volta todo o lixo
que me fazem engolir:
baboseiras políticas
discurso sobre energia do universo
(pra justificar ações cotidianas e pontos de vista)
feminismo extremo
machismo
preconceito
breguice
maus tratos
auto imolação
auto enganação
perdição em viagens junkies
discurso burocrático
casamentos e filhos de interesses
médias
chantagens emocionais
chega de toda essa baboseira
declaro aqui
tolerância zero!
quem andar comigo
seja bem vindo
mas goste de mim
e foda-se quem não tem
nada a ver com isso
.
.
.
.
.
.
.
é justo lutar contra o injusto

terça-feira, dezembro 07, 2010

o mais triste

o silêncio
são passos sem rastros
vidas sem sangue ou tempo
e um pouco esconderijo largado
dias de promessas
e mais esperas
show?
só ano que vem agora
enquanto isso procuro um êxodo
pra disseminar meu legado
houdini que escapa ileso
está engaiolado
nada nessa mão
ou atrás das mangas
um homem só
cheio de esperanças
aprendi a viver sozinho
quando minha mãe tomou seu caminho
desde então não confiei
minha sorte a mais ninguém que estivesse vivo
é como percorrer uma casa velha
habitada por espíritos
rusgas e energias nela
querendo te ver caído
sentir o ar desgraçado
nabuseante e ocre
vindo do mar afastado
te cerca como enxofre
passar pelo portão mentira
adentras à sala das múmias
nunca responder as expectativas
ou secar lágrimas de viúvas
virar para a esquerda
através do corredor de espelhos
mas corre que está lenta
a sua fuga desses assombros
fechar a porta com cuidado
pra não levantar os mortos
afinal de contas, neste estado
ninguém quer dividir seu sono
se tranca em seu mundo solitário
ainda não é hora de sair
mesmo sentindo ter passado o horário
não tens, e isso é o mais triste, pra onde fugir