eu o conheci às 9 ou 10 horas da noite
entre uma elevação de sono
e uma reunião de trabalho
todo sorriso, manhoso calmo e sereno
fugaz como o dia que nascemos em nossas memórias
eu o conheci, eu fui até ele
eu só buscava um canto em que sentar
ele queria um beco pra passar adiante seus produtos
fazia o que queria por ali
de todo o andar ele era o verdadeiro cara cheio de assunto
tinha olhos vermelhos e sorria
andava por aí
e fazia jogos de cortinas de fumaças
o chamavam com o sufixo "inho"
era mais carinho e tenro
conseguiu moldar-se em coelhinhos
amáveis, delicados e apaixonantes
.
.
.
eu nunca gostei de coelhos,
uns vizinho os tinham engaiolados
me convidaram para ir vê-los
criança ainda, fui todo fantasia
guiado pela Disney e seus bichos
eles fediam como mendigos
rangia a cela
como demônios querendo visitar a Terra
eu estabeleci contato visual com a que seria mãe de uma cria
me falaram:
essa daí já matou vários filhotes
eu saí emporcalhado de tal sina
.
.
.
ele não parava quieto
sempre tinha assuntos pra comentar
amigos iam lhe visitar
passava a noite toda em elos e paralelos
criando afetos
marcando compromissos
e criando problemas para compromissos alheios
seu jeito carioca-garoto-sedutor-
sei-tudo-do-pedaço enlouquecia
as mulheres, e as bichas
"ai que eu gamo" diziam
quando passava no corredor
trazendo a roubada comida
iamos todos às máquinas
tinhamos cada um código
tirávamos o que nao sustenta nem ração de ratos
ele, sabia todas nuances
todos os códigos
abria a porta mágica e por um instante
trazia embaixo de seus casacos
e distribua entre os outros convidados
e todos comiam
e ele sorria de seu reinado
além disso aquilo era um trocado
nosso reizinho tinha bons contatos
contrabando da melhor zona do pedaço
em sacolas de seu armário
o banheiro vivia infestado
mary juana nas veias e o aço
no concreto do prédio triste e vazio
tantos jovens sepultados
mas ele sorria
e quem vinha até ele?
nossos queridos supervisores
fazer com ele um pouco de seu negócio
ele era charmoso, lindo
mas me dava asco
eu só queria arrebentar seu braço
não eram as drogas, as mulheres ou o escárnio
ele era o espelho do monstro ao meu lado
sexta-feira, abril 15, 2011
sábado, abril 09, 2011
Na Estrada (On the Road)
estava eu vendo uma biografia sobre o Jack Kerouac, o Rei dos Beats
e meio atônito de tanto trabalho aqui,
tanta desordem
tanto caos em meu mundo
os lencóis amarrotados
o armário denso
uma energia que me comprime
e um ou dois passageiros que me fazem mal
mas contam boas histórias em meus ouvidos
olhando daqui da janela, vejo um ponto de ônibus
e milhões de pessoas voltando para as suas casas
vão passarinhos
a noite foi feita para as mariposas
de meu quarto os feixes de luz passam
como correntes de náufragos
refletem o andar de seres desembestados
seguem nesse ritmo zumbis
meio que fazendo um anúncio para mim
o que em breve será meu destino
me silencio um pouco
se tenho tanta vida dentro
por que em críiticas me abandono?
essas que têm bocas apontadoras
cegos de todos os olhos
mas metralhadoras do julgamento
minhas mão vazias passeiam em meu corpo
eu busco consolo
busco salvação
mas as vezes, é difícil
como petróleo fazer jorrar vida de mim
eu me calo
e me fecho
tranco a porta do quarto
e nublo
talvez passasse mais anos aqui
se não fossem os sonhos
os mesmo que me pegam pelo colarinho e dizem
bruno, ai bruno
levanta dessa auto comiseração
vide... há tantos que morrem todos os dias
e você bruno,
você ainda respira
mesmo que seja ainda um ar lúgubre
mesmo que nos meus ombros estejam todas as jaquetas
que pinicam morte
me fazem coçar arrependimentos
e maldizer meus destino
há tantas dúvidas... que posso dizer sobre meus dias?
ele como eu, foi um lobo solitário
ele como eu, buscou vida em passeios
mas eu nunca me enganei
o que busco no mundo
é um lugar que possa reproduzir o que tenho de mais belo
dar importância ao que precisa
mas ele como eu
estava falido vivendo de favores e dos amigos aos 30 anos de idade...
embora depois deu no que deu,
um dos maiores escritores de uma geração
espero não morrer logo
espero morrer logo
espero...
e meio atônito de tanto trabalho aqui,
tanta desordem
tanto caos em meu mundo
os lencóis amarrotados
o armário denso
uma energia que me comprime
e um ou dois passageiros que me fazem mal
mas contam boas histórias em meus ouvidos
olhando daqui da janela, vejo um ponto de ônibus
e milhões de pessoas voltando para as suas casas
vão passarinhos
a noite foi feita para as mariposas
de meu quarto os feixes de luz passam
como correntes de náufragos
refletem o andar de seres desembestados
seguem nesse ritmo zumbis
meio que fazendo um anúncio para mim
o que em breve será meu destino
me silencio um pouco
se tenho tanta vida dentro
por que em críiticas me abandono?
essas que têm bocas apontadoras
cegos de todos os olhos
mas metralhadoras do julgamento
minhas mão vazias passeiam em meu corpo
eu busco consolo
busco salvação
mas as vezes, é difícil
como petróleo fazer jorrar vida de mim
eu me calo
e me fecho
tranco a porta do quarto
e nublo
talvez passasse mais anos aqui
se não fossem os sonhos
os mesmo que me pegam pelo colarinho e dizem
bruno, ai bruno
levanta dessa auto comiseração
vide... há tantos que morrem todos os dias
e você bruno,
você ainda respira
mesmo que seja ainda um ar lúgubre
mesmo que nos meus ombros estejam todas as jaquetas
que pinicam morte
me fazem coçar arrependimentos
e maldizer meus destino
há tantas dúvidas... que posso dizer sobre meus dias?
ele como eu, foi um lobo solitário
ele como eu, buscou vida em passeios
mas eu nunca me enganei
o que busco no mundo
é um lugar que possa reproduzir o que tenho de mais belo
dar importância ao que precisa
mas ele como eu
estava falido vivendo de favores e dos amigos aos 30 anos de idade...
embora depois deu no que deu,
um dos maiores escritores de uma geração
espero não morrer logo
espero morrer logo
espero...
segunda-feira, março 28, 2011
tentando me segurar,,,
vivo calado pra não machucar os outros
eu sou grande demais
meus braços são espalhafatosos
boneco do posto
saio derrubando as pessoas com meus gestos
além de saber que as pessoas queridas estão mal
tenho de conviver com a culpa de ter meu dedo nisso
quer saber o que é dor?
não saber viver
não saber ser menos que um imbrólio
eu sei que sou envolvente
sei que tenho meus encantos
mas cansado de tragédias
decido por mim mesmo
não seguir adiante
e viva nietzche
pronto to aqui eu de novo exaltando o nada
a fuga, o silêncio
e a solidão
ah...
minha eterna amiga
quase sinto saudades de você
como vai a família?
sobre mim
nada de novo
as mesmas trilhas
confusões e flores destruídas
ah e o mesmo gosto de fazer ploft!
e sumir como alma não viva...
desejando como sempre
meu eterno boa sorte
a quem fica...
eu sou grande demais
meus braços são espalhafatosos
boneco do posto
saio derrubando as pessoas com meus gestos
além de saber que as pessoas queridas estão mal
tenho de conviver com a culpa de ter meu dedo nisso
quer saber o que é dor?
não saber viver
não saber ser menos que um imbrólio
eu sei que sou envolvente
sei que tenho meus encantos
mas cansado de tragédias
decido por mim mesmo
não seguir adiante
e viva nietzche
pronto to aqui eu de novo exaltando o nada
a fuga, o silêncio
e a solidão
ah...
minha eterna amiga
quase sinto saudades de você
como vai a família?
sobre mim
nada de novo
as mesmas trilhas
confusões e flores destruídas
ah e o mesmo gosto de fazer ploft!
e sumir como alma não viva...
desejando como sempre
meu eterno boa sorte
a quem fica...
domingo, março 20, 2011
desabafo
eu crio músicas
faço vídeos
escrevo livros
eu sei manipular arte
eu sei criar novas coisas
o que eu não sei é viver
tudo isso são desvios de olhar
pra não saber
quão merda está a minha
e a vida do planeta
faço vídeos
escrevo livros
eu sei manipular arte
eu sei criar novas coisas
o que eu não sei é viver
tudo isso são desvios de olhar
pra não saber
quão merda está a minha
e a vida do planeta
quinta-feira, março 17, 2011
gravações
2 da manhã
amanhã mais um dia de gravações
ansioso pra ver o resultado disso tudo
mas, só em abril
e vamos que vamos.. NaLaPa
amanhã mais um dia de gravações
ansioso pra ver o resultado disso tudo
mas, só em abril
e vamos que vamos.. NaLaPa
terça-feira, março 15, 2011
update
tem sido dias longos
ocupado com as gravações do EP do NaLaPa
dias de alegria e complicações a serem superadas
normal em nossas vidas
espero que o resultado valha a pena...
mas é o que dizem...
nesses casos,
o que importa
é o processo em si né?
ocupado com as gravações do EP do NaLaPa
dias de alegria e complicações a serem superadas
normal em nossas vidas
espero que o resultado valha a pena...
mas é o que dizem...
nesses casos,
o que importa
é o processo em si né?
sábado, março 05, 2011
a avenida solidão, o começo
isso aqui é remédio,
uma vez me vi cercado por solidão
vendido no prego
sem amigos e compaixão
olhei pra longe
e só vi o horizonte
uma rua sem fim,
mas ainda
não totalmente construída
chamei de avenida
e com meus cimentos
papel e caneta
quis pichar nas paredes
e muretas
aqui há alguém
existe outro alguém?
mas nada me respondeu na avenida
o que eu esperava, brotar vida?
solidão não se explica
só se fica
pelo menos em auto indulgência
eu acho meus rasbiscos
bons passatempos
meus companheiros, quase amigos
nessa vivência deveras podre
e sem tantos abrigos
e volta e meia
as coisas acontecem
e eu me lembro disso...
uma vez me vi cercado por solidão
vendido no prego
sem amigos e compaixão
olhei pra longe
e só vi o horizonte
uma rua sem fim,
mas ainda
não totalmente construída
chamei de avenida
e com meus cimentos
papel e caneta
quis pichar nas paredes
e muretas
aqui há alguém
existe outro alguém?
mas nada me respondeu na avenida
o que eu esperava, brotar vida?
solidão não se explica
só se fica
pelo menos em auto indulgência
eu acho meus rasbiscos
bons passatempos
meus companheiros, quase amigos
nessa vivência deveras podre
e sem tantos abrigos
e volta e meia
as coisas acontecem
e eu me lembro disso...
para Patricia Garcia
muito me honras suas visitas,
sou tímido e não apareço,
mas acompanho
de longe e perto
com muito apreço
seus escritos
e universo
acho lindo
ver quem de berço
se dedica a isso
escrever sem ter
e tendo porque fazê-lo
enfim, obrigado e continue
companheira de armas e pensamentos
quem quiser ler os posts dela, aqui:
http://dualidadepoetica.blogspot.com/
sempre algo interessante, inteligente, com humor próprio
e convenhamos, as mulheres sempre são mui mais interessantes que os homens rrsrsrs
ps. todo mundo que gosta de radiohead, bom sujeito é
sou tímido e não apareço,
mas acompanho
de longe e perto
com muito apreço
seus escritos
e universo
acho lindo
ver quem de berço
se dedica a isso
escrever sem ter
e tendo porque fazê-lo
enfim, obrigado e continue
companheira de armas e pensamentos
quem quiser ler os posts dela, aqui:
http://dualidadepoetica.blogspot.com/
sempre algo interessante, inteligente, com humor próprio
e convenhamos, as mulheres sempre são mui mais interessantes que os homens rrsrsrs
ps. todo mundo que gosta de radiohead, bom sujeito é
gravando cd do NaLaPa
bem estamos em estúdio durante o mÊs de março, com o NaLaPa, aqui, as primeiras fotos:
http://www.facebook.com/album.php?aid=19871&id=100001998743293&l=2ba3481612
quinta-feira, março 03, 2011
À companheira
foi chegando de mansinho
pelas frestas de meu quarto
entre roupas e objetos
todos espalhados
me pegou pela mão
em susto eu até quis refutar
mas o verde esperança
que encontrei em seu olhar
me fez brindar
à minha nova vida
foi tirando de mim
as cascas de outras primaveras
conseguia enxergar
o que era apenas sombra de outras eras
e através de sua confiança
tola e infantil
eu passei a acreditar na possibilidade
de enfim ser feliz
ela me acalma
mexe com meus sentidos
me dá colo
e faz festa por pequenos motivos
ela está lá quando eu preciso
não só quando precisa de mim
e simplesmente por isso
merece seu título
eu que nunca tive eira nem beira
encontro em sua fortaleza de amor
minha companheira
obrigado amor
obrigado amor
mil vezes
obrigado amor
pelas frestas de meu quarto
entre roupas e objetos
todos espalhados
me pegou pela mão
em susto eu até quis refutar
mas o verde esperança
que encontrei em seu olhar
me fez brindar
à minha nova vida
foi tirando de mim
as cascas de outras primaveras
conseguia enxergar
o que era apenas sombra de outras eras
e através de sua confiança
tola e infantil
eu passei a acreditar na possibilidade
de enfim ser feliz
ela me acalma
mexe com meus sentidos
me dá colo
e faz festa por pequenos motivos
ela está lá quando eu preciso
não só quando precisa de mim
e simplesmente por isso
merece seu título
eu que nunca tive eira nem beira
encontro em sua fortaleza de amor
minha companheira
obrigado amor
obrigado amor
mil vezes
obrigado amor
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