que sua vida entre em um estado eletro plus
as pulgas vão se coçar de olhar como bela está
como sorris tão linda quando alguém fala da vida
e na calçada onde pneus deixam marcas
seus pés estrearão novos passos
abraçados pelo que sempre quis usar
imagina o seu sonho concreto
um dia tranquilo, suas hordas te paparicando
seus olhos lacirimejando somente por rir
faz bem ser amada
fazes bem aos seus amados
e todo dia um bichinho novo
salvo pelo seu coração mãe
maior que Terra
maior que Lua
amor de universo...
e que o que te cerca será leve...
pois quem tentar entrar de sola
será afastado pelo cinturão de remédios
e boas vivas energias.
segunda-feira, setembro 12, 2011
Diário Alien sobre o comportamento da chamada humanidade que habita o planeta Terra:
Diário Alien sobre o comportamento da chamada humanidade que habita o planeta Terra:
parte 1 - Observações gerais.
Trata-se de uma espécie no mínimo complicada de entendermos. Estudos sobre a história recente indicam que eles acreditam estar num processo de melhora civilizatória, no entanto, este relatório apresenta questões que não fazem parte de um Planeta desenvolvido.
Mais teríamos a acrescentar mas sentimos que não podemos ir adiante em nosso relatório sobre este povo, até entendermos a natureza do evento que mais nos intrigou...
- por que as fêmeas da espécie se agacham quando suas imagens vão ser registradas nas chamadas fotografias?
parte 1 - Observações gerais.
Trata-se de uma espécie no mínimo complicada de entendermos. Estudos sobre a história recente indicam que eles acreditam estar num processo de melhora civilizatória, no entanto, este relatório apresenta questões que não fazem parte de um Planeta desenvolvido.
Mais teríamos a acrescentar mas sentimos que não podemos ir adiante em nosso relatório sobre este povo, até entendermos a natureza do evento que mais nos intrigou...
- por que as fêmeas da espécie se agacham quando suas imagens vão ser registradas nas chamadas fotografias?
sexta-feira, setembro 09, 2011
Os poetas que mais me tocam
Ando numa fase Gonzaguinha, o último grande letrista-poeta-cronista da MPB. Ao meu ver, e você pode discordar de mim, um bom poeta, desde os modernistas (até antes deles, desde Machado na verdade), deve incluir paisagens, passagens expressões da sua vida cotidiana na sua obra. senão fica uma coisa apática e superficial...
O que muitos poetas fazem é ir por um caminho superficial, da forma, da fôrma, do engendrado, se esquecem do que sentem para rimar. E assim, o escrito fica uma coisa assim, sei lá... sem vísceras.
Me explica como pode ter um sofrimento do tamanho de uma separação, de uma solidão, de um fim de relação sem um sentimento de "porra" incluso?
Se você foi chutado há o momento do revide, nem que logo depois se acanhe pelas infantilidades, mas o desabafo é necessário, ou então fica tudo muito cirúrgico... "Eu sinto dor, ai de mim, amem o meu poema, mas nem pensem no poeta..."
Não é isso que a poesia é pra mim. As que me alcançam precisam trazer suor, lágrimas verdadeiras e assombros e neste sentido, o Gonzaguinha tem demais.
Veja, o Renato Russo foi um ótimo poeta, mas faltou a ele descer um pouco de seu quarto e conversar mais com o porteiro... dizer coisas mais da vida dele. ok sentimento são universais... ok, eu entendo que desse jeito ele foi universal. E no que fez era bom pra caramba.
Neste sentido, o Cazuza tenta mais. ele tenta se afundar na lama... ele é bom de intenções, tenta ser um ótimo cronista, mas falta a ele um pouco de talento às vezes para o que ele mesmo pretendia fazer.
Vejam, isso é questão de gosto e de estilo...
Lembro uma vez um debate entre mim e o Dan-Dan (companheiro da minha primeira banda Monarchia de Dante - tem link do blog dele aí no lado: http://dacarpe.wordpress.com/), sobre a utilização das palavras trocador, roleta e ônibus... ele achava feio, não soava bem aos ouvidos dele utilizar isso. Já meu ponto de vista é que precisamos usar essas palavras do cotidiano pra fazer poesia...
Mas também não basta apenas usar o seu cotidiano simplesmente, não adianta colocar "Rollerflex", ou usar "Coca-Cola" como Tom e Caetano usaram. É preciso um senso de urgência em utilizar essas coisas... tem de aparecer um Jorge Ben cantando que o Charles deu bobeira e tá preso, por isso os malandros otários tão mandando no morro...
Não adianta cantar "que me acha foda", da Pitty, se você não acha uma merda sair de casa as 6 da matina e voltar mais de 12 horas depois, sem ficar rico...
Essa semana mesmo eu tava pensando nisso... ouvindo o novo CD do Teatro Mágico. Eles têm uma escrita subestimada e superestimada ao mesmo tempo. Para os detratores, eles falam lixo. E para os fãs eles são os novos Vinicius...
Nem tanto ao mar, nem tanto a Terra... tem coisas bem sacadas por ali, e eles tem a intenção de buscar coisas bem sacadas... mas falta um senso de urgência na escrita.
Nem todo romance precisa começar apresentando todos as personagens, dando e dando voltas... Clarice Lispector era mestre nisso.
Às vezes, e eu gosto mais de escritas assim, é preciso cortar esses caminhos... ir direto à questão e ser o mais claro possível
''se eu não consigo mais comer depois que ela foi embora
o vazio do meu estômago é bom
porque assim as paredes se encontram
e nem todos estão sozinhos por aqui"
Eu defendo esse tipo de poesia, de escrita autoral, visceral, chula, debochada. Acho que assim, fica rica e principalmente, verdadeira... um bom poeta tem que, às vezes, descer do salto e dizer umas obviedades para os séquitos. Afinal, há elemento mais poético na corte que o bobo? ninguém dizia mais verdades que ele...
Por isso tudo elejo o Gonzaguinha, o último dos poetas da MPB a fazer isso de forma gigante. Ele sabia tanto dizer sobre um porre tomado, como da perda da amada... ele sabia de floretes e sabia de chumbo grosso no meio da cara...
Assim são os poetas-escritores-pessoas que mais admiro e que mais me tocam... e que tento colocar nas minhas coisas tanto aqui como as do NaLaPa - minha atual banda
É Preciso - Gonzaguinha
Minha mãe no tanque
O que muitos poetas fazem é ir por um caminho superficial, da forma, da fôrma, do engendrado, se esquecem do que sentem para rimar. E assim, o escrito fica uma coisa assim, sei lá... sem vísceras.
Me explica como pode ter um sofrimento do tamanho de uma separação, de uma solidão, de um fim de relação sem um sentimento de "porra" incluso?
Se você foi chutado há o momento do revide, nem que logo depois se acanhe pelas infantilidades, mas o desabafo é necessário, ou então fica tudo muito cirúrgico... "Eu sinto dor, ai de mim, amem o meu poema, mas nem pensem no poeta..."
Não é isso que a poesia é pra mim. As que me alcançam precisam trazer suor, lágrimas verdadeiras e assombros e neste sentido, o Gonzaguinha tem demais.
Veja, o Renato Russo foi um ótimo poeta, mas faltou a ele descer um pouco de seu quarto e conversar mais com o porteiro... dizer coisas mais da vida dele. ok sentimento são universais... ok, eu entendo que desse jeito ele foi universal. E no que fez era bom pra caramba.
Neste sentido, o Cazuza tenta mais. ele tenta se afundar na lama... ele é bom de intenções, tenta ser um ótimo cronista, mas falta a ele um pouco de talento às vezes para o que ele mesmo pretendia fazer.
Vejam, isso é questão de gosto e de estilo...
Lembro uma vez um debate entre mim e o Dan-Dan (companheiro da minha primeira banda Monarchia de Dante - tem link do blog dele aí no lado: http://dacarpe.wordpress.com/), sobre a utilização das palavras trocador, roleta e ônibus... ele achava feio, não soava bem aos ouvidos dele utilizar isso. Já meu ponto de vista é que precisamos usar essas palavras do cotidiano pra fazer poesia...
Mas também não basta apenas usar o seu cotidiano simplesmente, não adianta colocar "Rollerflex", ou usar "Coca-Cola" como Tom e Caetano usaram. É preciso um senso de urgência em utilizar essas coisas... tem de aparecer um Jorge Ben cantando que o Charles deu bobeira e tá preso, por isso os malandros otários tão mandando no morro...
Não adianta cantar "que me acha foda", da Pitty, se você não acha uma merda sair de casa as 6 da matina e voltar mais de 12 horas depois, sem ficar rico...
Essa semana mesmo eu tava pensando nisso... ouvindo o novo CD do Teatro Mágico. Eles têm uma escrita subestimada e superestimada ao mesmo tempo. Para os detratores, eles falam lixo. E para os fãs eles são os novos Vinicius...
Nem tanto ao mar, nem tanto a Terra... tem coisas bem sacadas por ali, e eles tem a intenção de buscar coisas bem sacadas... mas falta um senso de urgência na escrita.
Nem todo romance precisa começar apresentando todos as personagens, dando e dando voltas... Clarice Lispector era mestre nisso.
Às vezes, e eu gosto mais de escritas assim, é preciso cortar esses caminhos... ir direto à questão e ser o mais claro possível
''se eu não consigo mais comer depois que ela foi embora
o vazio do meu estômago é bom
porque assim as paredes se encontram
e nem todos estão sozinhos por aqui"
Eu defendo esse tipo de poesia, de escrita autoral, visceral, chula, debochada. Acho que assim, fica rica e principalmente, verdadeira... um bom poeta tem que, às vezes, descer do salto e dizer umas obviedades para os séquitos. Afinal, há elemento mais poético na corte que o bobo? ninguém dizia mais verdades que ele...
Por isso tudo elejo o Gonzaguinha, o último dos poetas da MPB a fazer isso de forma gigante. Ele sabia tanto dizer sobre um porre tomado, como da perda da amada... ele sabia de floretes e sabia de chumbo grosso no meio da cara...
Assim são os poetas-escritores-pessoas que mais admiro e que mais me tocam... e que tento colocar nas minhas coisas tanto aqui como as do NaLaPa - minha atual banda
É Preciso - Gonzaguinha
Minha mãe no tanque
lavando roupa
minha mãe na cozinha
lavando louça
minha mãe na cozinha
lavando louça
lavando louça,
lavando roupa,
levando a luta, cantando um fog
lavando roupa,
levando a luta, cantando um fog
alegrando a labuta
labutar é preciso menino
lutar é preciso menino
lutar é preciso
labutar é preciso menino
lutar é preciso menino
lutar é preciso
a bola correndo nas pedras redondas da rua São Carlos
deságua no asfaltodo largo do estácio
e o menino atrás, ó lá
meu menino atrás e vai
mais um menino atrás
deságua no asfaltodo largo do estácio
e o menino atrás, ó lá
meu menino atrás e vai
mais um menino atrás
ô Dina é preciso
olhar essa vida,
além desse filme do cine colombo,
saber dessa lama na festa do mangue
olhar essa vida,
além desse filme do cine colombo,
saber dessa lama na festa do mangue
conhecer a fama que cantam da dama,
pois ela com jeito e carinho me chama
me leva à luta sem choro nem grama
pois ela com jeito e carinho me chama
me leva à luta sem choro nem grama
né mãe?
labutar é preciso
ô mãe,
lutar é preciso
labutar é preciso
ô mãe,
lutar é preciso
os tribo dos montes que cruzam no largo
trilhando avenidas, ruelas e becos
me deixam na lapa ou na galeria
ou no cafetania e é lá que eu encontro
papinho no ponto e volto pra casa
com ele cansado, com pouco trocado
trilhando avenidas, ruelas e becos
me deixam na lapa ou na galeria
ou no cafetania e é lá que eu encontro
papinho no ponto e volto pra casa
com ele cansado, com pouco trocado
violão calado
violão calado
violão cansado, calado, cansado
violão calado
violão cansado, calado, cansado
ê mãe,
labutar é preciso
né mãe?
lutar é preciso
ô mãe,
lutar é preciso
labutar é preciso
né mãe?
lutar é preciso
ô mãe,
lutar é preciso
mas mãe não se zangue que as mãos eu não sujo,
apenas eu quis conhecer a cidade,
saber da alegria e da felicidade
que vendem barato em qualquer quitanda,
mas volto arrasado tá tudo fechado,
talvez haja falta não há no mercado
e hoje ô Dina nem é feriado
e hoje ê Dina não é feriado
apenas eu quis conhecer a cidade,
saber da alegria e da felicidade
que vendem barato em qualquer quitanda,
mas volto arrasado tá tudo fechado,
talvez haja falta não há no mercado
e hoje ô Dina nem é feriado
e hoje ê Dina não é feriado
vê mãe labutar é preciso
lutar é preciso
ô mãe lutar é preciso
labutar é preciso
lutar é preciso
ô mãe lutar é preciso
quarta-feira, setembro 07, 2011
carcereiro de mim mesmo
esse é o desespero
de quem entende
que esse momento
é tudo que temos
que a sorte habita
os que já estão navegando
não há lugar para dúvidas
explicações vazias
é certo ou não vai
o que precisar ser feito
vai ser com ou sem você
mesmo que me faça mal
sou obrigado a te deixar
seguir seu próprio caminho
não quero ser Âncora
não quero ser muleta
no máximo sou motor
mas quero parceria
e chega de pensamentos
chega de parênteses
chega de me achar único
de acordar cedo
e achar que sou único na labuta
essa é minha vida,
eu aposto em furadas e persisto
não há nada de heróico nisso
não há nada de bonito também
só o que há é um presídio
que se transmudou em peito
e que guarda com cinco chaves
num pântano-cofre escuro
um carretel de vontades
há um carcereiro cruel
balançando as senhas e passes
na frente da grade
ele sorri e vive dizendo
sou vida, vc está preso.
enquanto seguir considerando tanto
o que outros tem de ferimento
permenecerei sendo
carcereiro de mim mesmo
de quem entende
que esse momento
é tudo que temos
que a sorte habita
os que já estão navegando
não há lugar para dúvidas
explicações vazias
é certo ou não vai
o que precisar ser feito
vai ser com ou sem você
mesmo que me faça mal
sou obrigado a te deixar
seguir seu próprio caminho
não quero ser Âncora
não quero ser muleta
no máximo sou motor
mas quero parceria
e chega de pensamentos
chega de parênteses
chega de me achar único
de acordar cedo
e achar que sou único na labuta
essa é minha vida,
eu aposto em furadas e persisto
não há nada de heróico nisso
não há nada de bonito também
só o que há é um presídio
que se transmudou em peito
e que guarda com cinco chaves
num pântano-cofre escuro
um carretel de vontades
há um carcereiro cruel
balançando as senhas e passes
na frente da grade
ele sorri e vive dizendo
sou vida, vc está preso.
enquanto seguir considerando tanto
o que outros tem de ferimento
permenecerei sendo
carcereiro de mim mesmo
Indenpendência
Sobre a Independência do Brasil
deveríamos agradecer ao governo Lula que nos livrou do FMI
a todas as pessoas que insistiram na tese que o país tava pronto pra sair dessa aba
enquanto tem outras, milhares, que acreditam no contrário
e pior, estas, são ouvidas todos os dias nos jornais até hoje lamentando-se
ou conspirando contra...
deveríamos agradecer ao governo Lula que nos livrou do FMI
a todas as pessoas que insistiram na tese que o país tava pronto pra sair dessa aba
enquanto tem outras, milhares, que acreditam no contrário
e pior, estas, são ouvidas todos os dias nos jornais até hoje lamentando-se
ou conspirando contra...
domingo, setembro 04, 2011
vento frio
e ninguém para esse vento frio
nem portas, nem janelas ou casacos
entra pelas frestas da sua alma
e te lembra quem é que manda em tudo isso...
nem portas, nem janelas ou casacos
entra pelas frestas da sua alma
e te lembra quem é que manda em tudo isso...
nada bem
olhou para o céu e admitiu
estava de saco cheio disso tudo
entrou no ônibus e sentou
no banco mais distante das pessoas
viajou mudo não querendo ser notado
um passageiro invisível
e novas almas iam entrando naquele enlatado
que virava uma caixa mágica
e transformava seres humaos em animais
todos presos enjaulados
queria rugir, queria se esticar mas não podia
aquele barulho dos outros incomodava
o assento estreito doía
os gritos das crianças e adultos levavam à loucura
pensou em torcer alguns pescoços
mas sabia que o que mais mereceia
ser torcido era o seu próprio
estava há mais de duas horas naquele suplício
estava se contendo para não molhar as calças
inutilizou, antes, os arbustos por educação
e arrependeu-se junto com sua bexiga lotada
suava frio a cada parada
daquela montanha de metal
quando subiam cada vez mais almas pro curral
em breve estaria em casa, tentava se animar
mas entravam mais canalhas e nada disso acontecer
pior foi quando veio o salvador de almas
tentando arrancar cobres dos perdidos
ali naquela selva eram todos malditos
e o apontador de erros humanos alheios
saiu sem curar nenhum vício
ainda houve tempo para um facilitador da viagem
que vendia passatempos e gastronômicas festividades
estrategista, parou em f rente aos pequenos anões do tempo
que choravam para seus captores eternos
buscavam uma medalha de seu comportamento mimado
e conseguiram com choro embargado
finalmente chegou em casa,
olhou pra trás, pra isso tudo
e pensou: que morram na estrada
que bata e exploda
e não sobre ninguém
concluiu depois, que não estava bem
nada bem....
estava de saco cheio disso tudo
entrou no ônibus e sentou
no banco mais distante das pessoas
viajou mudo não querendo ser notado
um passageiro invisível
e novas almas iam entrando naquele enlatado
que virava uma caixa mágica
e transformava seres humaos em animais
todos presos enjaulados
queria rugir, queria se esticar mas não podia
aquele barulho dos outros incomodava
o assento estreito doía
os gritos das crianças e adultos levavam à loucura
pensou em torcer alguns pescoços
mas sabia que o que mais mereceia
ser torcido era o seu próprio
estava há mais de duas horas naquele suplício
estava se contendo para não molhar as calças
inutilizou, antes, os arbustos por educação
e arrependeu-se junto com sua bexiga lotada
suava frio a cada parada
daquela montanha de metal
quando subiam cada vez mais almas pro curral
em breve estaria em casa, tentava se animar
mas entravam mais canalhas e nada disso acontecer
pior foi quando veio o salvador de almas
tentando arrancar cobres dos perdidos
ali naquela selva eram todos malditos
e o apontador de erros humanos alheios
saiu sem curar nenhum vício
ainda houve tempo para um facilitador da viagem
que vendia passatempos e gastronômicas festividades
estrategista, parou em f rente aos pequenos anões do tempo
que choravam para seus captores eternos
buscavam uma medalha de seu comportamento mimado
e conseguiram com choro embargado
finalmente chegou em casa,
olhou pra trás, pra isso tudo
e pensou: que morram na estrada
que bata e exploda
e não sobre ninguém
concluiu depois, que não estava bem
nada bem....
quarta-feira, agosto 31, 2011
Deveríamos renomear a Barra da Tijuca
Pensando bem, nós deveríamos renomear a Barra da Tijuca. Há tempos ela deixou de ser qualquer coisa da Tijuca... vizinha, comadre, tia, quicá barra. Vide a extensão do metrô que vai chegar à essa área da nossa cidade. A linha que vai chegar por lá é continuação da Zona Sul e não da parte da Tijuca, da Saens Peña. O que aumenta esse caráter de que a Barra da Tijuca, não tem mais nada a ver com a Tijuca.
Sendo assim, deveríamos renomeá-la. Eu sugiro mudar para algum nome que tenha mais a ver com suas características. Ah, mas aí que mora o perigo. Será que os moradores vão querer viverr num lugar chamado "tráfego intenso"? Ou então "multidão de playboys"? Ou ainda, "cinturão da mediocridade"?
Por todos esses e mui mais motivos devo dizer que odeio a Barra. Lugarzinho superpovoado de carros em que a locomoção se dá a 20km/h. Chega a ser irônico ver tantos carros possantes, talvez os mais potentes do Brasil inteiro, se tirarmos uma média carro/pessoa, terem que andar na velocidade de um Jabuti.
Deus e suas ironias....
Mas ainda, há os que vão querer nomes melhores, tentando salvar a barra da Barra. Talvez um “praias pouco poluídas pelos prédios” – reduzida a “P5”, ou então “aqui só mora quem tem dinheiro porque tudo é caro” - o famoso pague pra entrar e reze pra sair.
Sinceramente, acho que devemos aproveitar a chance enquanto ainda a temos em nossas mãos. Enquanto tivermos esse poder, devemos usá-lo e renomear esse lougradoro pra lá depois da Gávea. Afinal, logo logo essa área mega-poli vai tentar se separar da cidade do RJ, fundando a primeira cidade movida e sustentada economicamente por shoppings no país.
terça-feira, agosto 30, 2011
desista (para maiores de 18 anos)!!!
ando sem forças
em desgosto
me perguntando pra quê tudo isso
por que tanto esforço?
vivo cansado de noite e de dia
tombo do alto de minha agonia
viver e viver e viver
e não saber o que é alegria
só há acalento entre as chibatadas da vida
posso parecer meio derrotado
mas meu sorriso largo
faz os outros pensarem ao contrário
é riso de nervoso, de um prostrado
cada manhã decido se fico ou se caio no mato
cada noite me chamam meus amigos desesperados
podemos te dar um abraço?
como tempos que se vão
cadê minha parte dessa ocasião
sobraram restos de uma refeição
fria, sem prato e jogada ao chão
eu de joelhos lambendo essa proteína
mas meu caro, não foi sempre essa sua sina?
de quatro levando nas quinas
com a alma desistente e vontade diluída.
Bruno, desista
e hoje nem há o conforto das meninas.
meu próximo verso é meio Bukowiskiano
já aviso logo, é preciso estômago
se não tiveres, eu lhe peço meu anjo
saia de manso
e deixe a página em branco
.
.
.
.
.
.
.
.
.
procuro um alívio que nenhum remédio pode me dar
um ombro, uma chupada, uma tarde ou um luar
se drogas funcionassem eu optaria em ficar
bobo, babão com os pés a levitar
anestésico mesmo pra esse mal estar
só conheço um e não ouso nomear
falar seu nome traz azar
então viro de lado
e busco um auto afago
dizendo letra por letra
levo minhas mão à esperada punheta
nada como um pífio sopro de vida
se eu fosse o macho que meu pai queria
esses meus filhos estariam
agora numa barriga vazia
mas nem isso me salvaria
em desgosto
me perguntando pra quê tudo isso
por que tanto esforço?
vivo cansado de noite e de dia
tombo do alto de minha agonia
viver e viver e viver
e não saber o que é alegria
só há acalento entre as chibatadas da vida
posso parecer meio derrotado
mas meu sorriso largo
faz os outros pensarem ao contrário
é riso de nervoso, de um prostrado
cada manhã decido se fico ou se caio no mato
cada noite me chamam meus amigos desesperados
podemos te dar um abraço?
como tempos que se vão
cadê minha parte dessa ocasião
sobraram restos de uma refeição
fria, sem prato e jogada ao chão
eu de joelhos lambendo essa proteína
mas meu caro, não foi sempre essa sua sina?
de quatro levando nas quinas
com a alma desistente e vontade diluída.
Bruno, desista
e hoje nem há o conforto das meninas.
meu próximo verso é meio Bukowiskiano
já aviso logo, é preciso estômago
se não tiveres, eu lhe peço meu anjo
saia de manso
e deixe a página em branco
.
.
.
.
.
.
.
.
.
procuro um alívio que nenhum remédio pode me dar
um ombro, uma chupada, uma tarde ou um luar
se drogas funcionassem eu optaria em ficar
bobo, babão com os pés a levitar
anestésico mesmo pra esse mal estar
só conheço um e não ouso nomear
falar seu nome traz azar
então viro de lado
e busco um auto afago
dizendo letra por letra
levo minhas mão à esperada punheta
nada como um pífio sopro de vida
se eu fosse o macho que meu pai queria
esses meus filhos estariam
agora numa barriga vazia
mas nem isso me salvaria
sábado, agosto 27, 2011
novas Hiroshimas
arreda o pé Nova York
que está por chegar uma tormenta
enquanto Wall Street desabona o mundo
o mundo revida em forma de vento
eu que entendo de câncer na veia
revistas e tulmutos lhes digo
boa sorte com as próximas colheitas
seus jovens perdidos
o que semeará uma fúria e catástrofe?
sangue e mais guerras
dedos nervosos correndo aos gatilhos
espero que não,
pois esse velho senhor de tudo tem de nos dar alguma explicação
fazer suar nossos poros pelo bem de um espetáculo?
espero que não
eu me contenho e enxergo
esses vícios malditos
talvez quisesse ser um alcoólatra
pra calar minhas noites
pra fazer cessar meus pensamentos
de mortes vindouras
mais guerras, novos Hitlers na Europa
meu CD que está por vir
meus anseios e amigos
deitado neste vazio
tentando parecer aos outros
um pouco do que eles querem
tentando negar minha vontade de sair por aí
e dar de comer ao meu animal interno
por isso eu temo,
o que vai impedir essas novas almas
criadas e forjadas na lama
desses atos violentos?
pois os meus traumas me fazem não dormir de noite
e me enlouquecem aos poucos
mas os deles...
ah os deles geram... novas Hiroshimas...
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