Se os bebês pudessem falar
e compreendessem a maldade deste mundo irreal
pediriam para mamar
e depois que os enforcassem em seu próprio cordão umbilical
domingo, outubro 13, 2013
sábado, setembro 21, 2013
vagões
Parece que ainda são vários vagões de depressão
passando calmamente pelos trilhos insinuantes desta montanha
com as janelas fechadas e ar claustrofóbico
um amigo sorri de nervoso, fuma e me oferece um trago
eu respondo que carrego sempre comigo minhas próprias drogas
O monstro segue seus passos no mato, colina abaixo, terra acima
jogado pelos lados, batendo na cortina
aparecem campos claros, e fixam na retina
cada momento de felicidade é pra brindar com vinho e champanhe
estourar a garrafa, melar todos os patrícios por perto
perto disso, eu me sinto com nojo
sou filho de outras praias, outros tempos
meu respeito viria antes da minha opinião
por isso me calo
por tanto disso choro em silêncio
engulo a seco
Continuamos nosso caminho
forçando um sorriso
fazendo cara de pôquer
a porta do banheiro se abre e saem todas nossas esperanças
melecadas, usadas e sujas
o nível vai piorar, é um aviso para os magos do óbvio
daquilo que se diz ciência natural
as águias perseguem os urubus que perseguem carniça
voam como jatos perto das janelas destes colossos
que passam e nunca param pelo tráfego
Cansado de me sentir só, eu viro um eremita
buscando fogo no fundo do oceano
talvez encontremos petróleo
talvez, um vulcão
mas eu acho que morro afogado antes...
passando calmamente pelos trilhos insinuantes desta montanha
com as janelas fechadas e ar claustrofóbico
um amigo sorri de nervoso, fuma e me oferece um trago
eu respondo que carrego sempre comigo minhas próprias drogas
O monstro segue seus passos no mato, colina abaixo, terra acima
jogado pelos lados, batendo na cortina
aparecem campos claros, e fixam na retina
cada momento de felicidade é pra brindar com vinho e champanhe
estourar a garrafa, melar todos os patrícios por perto
perto disso, eu me sinto com nojo
sou filho de outras praias, outros tempos
meu respeito viria antes da minha opinião
por isso me calo
por tanto disso choro em silêncio
engulo a seco
Continuamos nosso caminho
forçando um sorriso
fazendo cara de pôquer
a porta do banheiro se abre e saem todas nossas esperanças
melecadas, usadas e sujas
o nível vai piorar, é um aviso para os magos do óbvio
daquilo que se diz ciência natural
as águias perseguem os urubus que perseguem carniça
voam como jatos perto das janelas destes colossos
que passam e nunca param pelo tráfego
Cansado de me sentir só, eu viro um eremita
buscando fogo no fundo do oceano
talvez encontremos petróleo
talvez, um vulcão
mas eu acho que morro afogado antes...
domingo, setembro 01, 2013
múltiplos... sorrisos
Obrigado pelas suas múltiplas setas
e múltiplas comemorações
por ser mil vezes um amor
e mais outras tantas O amor
feliz de ser ao seu lado
trezentas partes multiplicadas pelo infinito
o quê nunca esperei ser,
como uma planta que nasce do cimento
feliz, neste mundo concreto
e as inúmeras risadas e olhares
os toques, o sentimento
que soma-se e exponencialmente é multiplicado
temos isso:
uma história
uma vida
alguns anos
momentos sem preço
obrigado pelos de ontem
múltiplos e múltiplos...
sorrisos
e esse escrito
que já tinha fim
foi interrompido
pelo seu telefonema
me ligando pra me dar um beijo
de tantos e tantos outros que já demos
acrescentando mais múltiplos... sorrisos
de tantos e tantos outros que já demos
e múltiplas comemorações
por ser mil vezes um amor
e mais outras tantas O amor
feliz de ser ao seu lado
trezentas partes multiplicadas pelo infinito
o quê nunca esperei ser,
como uma planta que nasce do cimento
feliz, neste mundo concreto
e as inúmeras risadas e olhares
os toques, o sentimento
que soma-se e exponencialmente é multiplicado
temos isso:
uma história
uma vida
alguns anos
momentos sem preço
obrigado pelos de ontem
múltiplos e múltiplos...
sorrisos
e esse escrito
que já tinha fim
foi interrompido
pelo seu telefonema
me ligando pra me dar um beijo
de tantos e tantos outros que já demos
acrescentando mais múltiplos... sorrisos
de tantos e tantos outros que já demos
quinta-feira, agosto 15, 2013
cadê (Amarildo)?
Quem amou, viveu!
.
.
Quem não amou, Amarildo?
.
.
Quem não viveu, Amarildo?
.
.
Quem não amou Amarildo?
.
.
Quem não amou, Amarildo?
.
.
Quem não viveu, Amarildo?
.
.
Quem não amou Amarildo?
terça-feira, julho 30, 2013
notícias de desgosto
cansado
com mau humor
acabei de ver um filme soco no estômago
personagem desliza moralmente
até o fim trágico sozinho
preciso dizer alguma coisa?
nestes tempos de cinismo cívico
O Papa esteve aqui e não houve
uma linha minha dando-lhe um tapa
ando cansado,
desgostoso
e isso é só o começo
um semestre apenas
e nem acabou ainda
faltam mais sete
falta um oceano inteiro
e milhas esburacadas
notícias do esgoto
do merda que tenho sido
notícias de desgosto
e no meio disso tudo
não tocar meu violão é o que mais dói
Vênus de Milo sem os braços
com mau humor
acabei de ver um filme soco no estômago
personagem desliza moralmente
até o fim trágico sozinho
preciso dizer alguma coisa?
nestes tempos de cinismo cívico
O Papa esteve aqui e não houve
uma linha minha dando-lhe um tapa
ando cansado,
desgostoso
e isso é só o começo
um semestre apenas
e nem acabou ainda
faltam mais sete
falta um oceano inteiro
e milhas esburacadas
notícias do esgoto
do merda que tenho sido
notícias de desgosto
e no meio disso tudo
não tocar meu violão é o que mais dói
Vênus de Milo sem os braços
fenomenal e abominável, o dócil
Um gosto de porco cabelo na boca
um pouco de centelho esvaído
pessoas adentram em meu recinto
pé na porta, chute na cara
dentes à mostra,
eu no canto do espetáculo
sem reação
um membro caído
ou a que costumava ter
cortaram minhas unhas
arrancaram minhas presas
eu sou um lobo dócil
gato castrado
malandro apaixonado
em noites furtivas eu quero mais saber de engordar
pisem em mim, eu sou um tapete
estuprem um capacho que não voa
não mais,
pelo menos não desde a infância
essa ilha enevoada que nunca lembro mesmo
ouço passos, mas é meu coração
são as artérias entupindo
são os músculos retesando
é a vida no seu esplendor
o capítulo derradeiro,
a morte plena ainda respirando
mantenho os olhos abertos
embasbacado e pasmo do que vejo
mas não reajo
não viro mais o piano em cima da primeira fila
não queimo mais meu auto retrato
hoje eu o guardo e penduro ao lado da lareira
as pancadas foram fortes demais e hoje sou só um menino assustado
mal sou isso, na verdade!
sequer consigo sonhar
sequer, descansar
sequer, sorrir de fato
mostrar os dentes
é um ato automático
como respirar
mas de noite,
sozinho no meu quarto
eu finjo que fingi o dia inteiro
eu tiro a maquiagem embaixo da máscara
e paro de olhar qualquer espelho
ou por qualquer óculos
paz?
isso é um sonho
eu sequer durmo!
um pouco de centelho esvaído
pessoas adentram em meu recinto
pé na porta, chute na cara
dentes à mostra,
eu no canto do espetáculo
sem reação
um membro caído
ou a que costumava ter
cortaram minhas unhas
arrancaram minhas presas
eu sou um lobo dócil
gato castrado
malandro apaixonado
em noites furtivas eu quero mais saber de engordar
pisem em mim, eu sou um tapete
estuprem um capacho que não voa
não mais,
pelo menos não desde a infância
essa ilha enevoada que nunca lembro mesmo
ouço passos, mas é meu coração
são as artérias entupindo
são os músculos retesando
é a vida no seu esplendor
o capítulo derradeiro,
a morte plena ainda respirando
mantenho os olhos abertos
embasbacado e pasmo do que vejo
mas não reajo
não viro mais o piano em cima da primeira fila
não queimo mais meu auto retrato
hoje eu o guardo e penduro ao lado da lareira
as pancadas foram fortes demais e hoje sou só um menino assustado
mal sou isso, na verdade!
sequer consigo sonhar
sequer, descansar
sequer, sorrir de fato
mostrar os dentes
é um ato automático
como respirar
mas de noite,
sozinho no meu quarto
eu finjo que fingi o dia inteiro
eu tiro a maquiagem embaixo da máscara
e paro de olhar qualquer espelho
ou por qualquer óculos
paz?
isso é um sonho
eu sequer durmo!
sábado, julho 27, 2013
Hoje é dia de quebrar promessas
Hoje é dia de quebrar promessas
andar e nadar em águas desconhecidas
um novo capítulo aberto na alma
uma porta que se abre para a vida
mas apesar de todos os sorrisos
eu sei o que tem no fim dessa trilha
eu vejo que são os mesmos passos
que todos seguem, minha família
quer de mim isso e aquilo há anos
eu nem vou conservar a mobília
hoje é dia de quebrar as asas
descer ao purgatório e dizer olá
queridos humanos, corram pras suas casas
não há proteção nem por lá
aceitemos as castas
aqui embaixo é difícil respirar
veja as casas com tantas salas
todas luzes sem brilho de piscar
automaticamente enfermo em brasas
isso vai ser de meu corpo o que sobrar
hoje é dia de quebrar o galho
e rir com a fantasia
tudo que sobrou foram migalhas
do que era poesia
um câncer no meio do asfalto
a vida cada vez mais cinza
hoje é dia de quebrar promessas...
hoje é dia
andar e nadar em águas desconhecidas
um novo capítulo aberto na alma
uma porta que se abre para a vida
mas apesar de todos os sorrisos
eu sei o que tem no fim dessa trilha
eu vejo que são os mesmos passos
que todos seguem, minha família
quer de mim isso e aquilo há anos
eu nem vou conservar a mobília
hoje é dia de quebrar as asas
descer ao purgatório e dizer olá
queridos humanos, corram pras suas casas
não há proteção nem por lá
aceitemos as castas
aqui embaixo é difícil respirar
veja as casas com tantas salas
todas luzes sem brilho de piscar
automaticamente enfermo em brasas
isso vai ser de meu corpo o que sobrar
hoje é dia de quebrar o galho
e rir com a fantasia
tudo que sobrou foram migalhas
do que era poesia
um câncer no meio do asfalto
a vida cada vez mais cinza
hoje é dia de quebrar promessas...
hoje é dia
quinta-feira, julho 11, 2013
Spring revolutions (maxixe, ciranda & rock)_NALAPA (Official Music Video)
Nosso primeiro clipe do "Samblues for Exiled Music"...
domingo, maio 26, 2013
Dona
Um momento...
uma pausa...
uma respiração...
e Ela já não tem mais isso...
um minuto de silêncio pela aquela
quem criou dois mancebos meio sorridentes
que suou a cada presente
mas nunca foi muito de festas e confetes
há rabiscos que quero contar,
uma triste vida longa por demais
faltavam coisas a mais
vivia-se para o quê?
aceitava-se com bom grado qualquer migalha
ria-se de qualquer desgraça
o muro era alto demais para se ver
além de sombras projetadas de prédios velhos
Um minuto de silêncio pela vida triste que levou
uma benção agora que partiu
um desejo de descanso de quem ficou
o fim do ambiente hostil
Ela era uma mulher forte, alegremente dura
tristemente sozinha
tacanhamente prática
e lindamente sobrevivente
na sua lápide deveria vir escrito
morreu trabalhando
uma velha frase
foi-se como nasceu,
em labuta, em desespero e contando os segundos
e os gestos, e o dinheiro
sequer houve alívio quando mais idosa
sequer houve um momento certeiro
e agora foi-se embora
ficou o silêncio
se a vida que embola
nossos caminhos estreitos
não fosse de furar a bola
e de sonhos desfeitos
mas esses ela não tinha na mente
esquecia de contar aos que estavam com ela
que não sabia o que era sorte
só suor, miséria de gente
uma casa entregue ao pó
uma cantiga diferente
sem notas, harmonia, ou solos
apenas silêncio acachapante
silêncio
...
Ela morreu
sem algum alento
em toda a sua vida
que agora
seja como queria
Que dure anos, anos e mais anos
eterno e pacífico descanso
uma pausa...
uma respiração...
e Ela já não tem mais isso...
um minuto de silêncio pela aquela
quem criou dois mancebos meio sorridentes
que suou a cada presente
mas nunca foi muito de festas e confetes
há rabiscos que quero contar,
uma triste vida longa por demais
faltavam coisas a mais
vivia-se para o quê?
aceitava-se com bom grado qualquer migalha
ria-se de qualquer desgraça
o muro era alto demais para se ver
além de sombras projetadas de prédios velhos
Um minuto de silêncio pela vida triste que levou
uma benção agora que partiu
um desejo de descanso de quem ficou
o fim do ambiente hostil
Ela era uma mulher forte, alegremente dura
tristemente sozinha
tacanhamente prática
e lindamente sobrevivente
na sua lápide deveria vir escrito
morreu trabalhando
uma velha frase
foi-se como nasceu,
em labuta, em desespero e contando os segundos
e os gestos, e o dinheiro
sequer houve alívio quando mais idosa
sequer houve um momento certeiro
e agora foi-se embora
ficou o silêncio
se a vida que embola
nossos caminhos estreitos
não fosse de furar a bola
e de sonhos desfeitos
mas esses ela não tinha na mente
esquecia de contar aos que estavam com ela
que não sabia o que era sorte
só suor, miséria de gente
uma casa entregue ao pó
uma cantiga diferente
sem notas, harmonia, ou solos
apenas silêncio acachapante
silêncio
...
Ela morreu
sem algum alento
em toda a sua vida
que agora
seja como queria
Que dure anos, anos e mais anos
eterno e pacífico descanso
domingo, maio 05, 2013
Samblues for Exiled Dreams
Finalmente lançamos o álbum novo já está no player do blog,
Samblues for Exiled Dreams
em inglês, e que venham as pedras. A questão toda é que o cenário de música no Brasil está tão fechado para músicas inventivas e novas que temos de buscar nosso lugar no mundo, - feeling an exiled in my own country - me sentindo um exilado no meu próprio país.
São sete faixas e quase 40 minutos de música, e é um CD temático, debruça-se sobre as raízes em comum (os Negros, principalmente) entre Samba e Blues, que são os pais da bossa-nova e do rock, que por sua vez, são os ritmos mais executados no século passado mundialmente.
as artes do álbum e que ele tenha uma boa vida:
Samblues for Exiled Dreams
em inglês, e que venham as pedras. A questão toda é que o cenário de música no Brasil está tão fechado para músicas inventivas e novas que temos de buscar nosso lugar no mundo, - feeling an exiled in my own country - me sentindo um exilado no meu próprio país.
São sete faixas e quase 40 minutos de música, e é um CD temático, debruça-se sobre as raízes em comum (os Negros, principalmente) entre Samba e Blues, que são os pais da bossa-nova e do rock, que por sua vez, são os ritmos mais executados no século passado mundialmente.
as artes do álbum e que ele tenha uma boa vida:
a capa
e a contra capa
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